Até pouco tempo, quem precisava de remédio controlado tinha que ir ao consultório buscar a receita azul ou a amarela em papel. Mas isso mudou e hoje vamos explicar tudo que você precisa saber sobre a prescrição digital.
O que são a receita azul e a amarela?
São as chamadas notificações de receita, usadas para medicamentos de controle mais rígido:
- Receita amarela (Notificação A): entorpecentes, como opioides fortes, e também o metilfenidato.
- Receita azul (Notificação B e B2): psicotrópicos, como os benzodiazepínicos.
Elas são diferentes da receita branca de controle especial, que vale para outros medicamentos controlados. A numeração de cada notificação é controlada pelas autoridades de saúde, justamente para evitar fraude e uso indevido.
O que mudou em 30 de setembro de 2026?
Antes, azul e amarela só existiam em papel, em talonário. Desde 30 de setembro, a Anvisa colocou no ar uma nova etapa do SNCR (Sistema Nacional de Controle de Receituários), e essas receitas passaram a poder ser emitidas em formato eletrônico, com QR Code e validade em todo o país.
O que continua igual:
- O papel continua valendo. A versão digital é uma opção, ninguém é obrigado a usar.
- A receita digital precisa ser emitida direto por um sistema de prescrição integrado ao SNCR. Um PDF solto ou uma foto da receita mandada por WhatsApp não é uma receita azul ou amarela válida.
Então dá para receber receita azul ou amarela por telemedicina?
Sim. Na ankō, a gente já pode prescrever receita azul e amarela digital.
A telemedicina é permitida no Brasil e, segundo as regras do CFM, o médico pode atender de forma virtual até na primeira consulta, a critério dele. E desde 30 de setembro existe um caminho legal para emitir a notificação de receita azul e amarela em formato eletrônico.
Pra isso acontecer, três coisas precisam estar em dia, e é isso que a gente cuida pra você:
- Numeração eletrônica liberada pela Vigilância Sanitária, vinculada ao CPF do médico
- Sistema de prescrição integrado ao SNCR, o sistema nacional da Anvisa que controla as receitas
- Assinatura digital qualificada (certificado ICP-Brasil) do médico
O que continua valendo: quem decide se o seu caso pode ser conduzido à distância é o médico, depois de avaliar você.
Como funciona, passo a passo
- Consulta online 24h pela ankō, com um médico, que avalia se o medicamento é indicado.
- Emissão da receita: a receita é emitida e assinada digitalmente na ankō, com QR Code, e chega pra você no formato eletrônico.
- Você leva a receita na farmácia (digital ou impressa). A farmácia consulta o SNCR, confere a numeração e dá baixa.
Como saber se a receita é válida
- Tem QR Code que leva à consulta no sistema da Anvisa (nas digitais)
- Vem de um sistema de prescrição, e não de um arquivo qualquer mandado por mensagem
- Tem nome e CRM do médico, seus dados, o medicamento e a posologia
- Está dentro do prazo de validade, que varia conforme o tipo de receita
Desconfie de quem oferece receita azul ou amarela sem consulta, sem avaliação ou “por assinatura”. Receita de controlado exige um médico que avaliou você.
A receita da caneta emagrecedora é azul?
Não. Os medicamentos da classe GLP-1 (semaglutida, tirzepatida, liraglutida) pedem receita com retenção na farmácia, que não é a azul nem a amarela. Já os anorexígenos mais antigos, usados para emagrecer, são de receita azul (B2).
E agora?
Se você precisa de acompanhamento e quer saber se o seu caso pode ser resolvido por consulta online, o primeiro passo é conversar com um médico.
Fale com um médico agora, 24h por dia, sem agendamento:
